"Aonde Jesus encontrou homens no Oriente Médio chamados Mateus, Marcos...?"
Essa é uma dúvida muito comum — e válida! Afinal, os nomes que lemos nos evangelhos soam bastante ocidentais, enquanto Jesus viveu em uma cultura totalmente diferente da nossa, no Oriente Médio do primeiro século.
Mas a resposta para essa questão está em um processo chamado transliteração.
Transliteração é quando uma palavra ou nome é adaptado de um alfabeto para outro. Ou seja, o som do nome é mantido o mais próximo possível, mas ele é escrito com as letras do novo idioma. Isso acontece o tempo todo na tradução da Bíblia.
Por exemplo:
O nome João, tão comum entre nós, em grego é Ioannes e em aramaico, o idioma que Jesus falava, é Yôḥanan.
Percebeu? O nome é o mesmo — apenas aparece de forma diferente conforme o idioma.
Portanto, os nomes “Mateus”, “Marcos”, “João” e tantos outros que lemos no Novo Testamento são versões transliteradas de nomes hebraicos e aramaicos originais, adaptados ao grego, e depois ao latim, e por fim ao português. Isso não é falsificação, nem invenção — é apenas parte do processo linguístico natural ao longo dos séculos.
Entendeu agora como Jesus não encontrou ninguém chamado “Mateus” ou “João” literalmente como dizemos hoje — mas sim pessoas com nomes originais em hebraico ou aramaico, que foram transliterados até chegar à forma que conhecemos?
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