Todos tem seu preço
É comum ouvirmos em filmes, séries ou até em conversas rotineiras, frases como: "todo mundo tem seu preço". Como se dissessem que é sempre possível comprar a fidelidade, o corpo, a honra ou a integridade de alguém, desde que se ofereça a quantia certa ou se imponha a ameaça adequada. Nossa primeira reação, quase instintiva, é negar isso com força: "Eu não! Eu não tenho preço!". Mas, sinceramente, eu não acredito que a resposta correta para um cristão deva ser essa. Acho que a resposta certa, a honrada, é: "Sim, eu tenho um preço, mas o meu é altíssimo. Nada deste mundo é capaz de me comprar das mãos do Senhor."
A realidade é que, por mais desconfortável que seja admitir, as pessoas têm sim se vendido. E, pior, têm se vendido barato. Isso acontece, em parte, porque não percebem o valor daquilo que estão entregando. Mulheres entregam sua dignidade sexual em troca de atenção, status, fama. Homens têm vendido seu caráter, sua história, a honra que deviam à sua família, por carros, posição, prazer, sucesso. É como se alguém vendesse uma pedra do próprio jardim achando que era entulho, mas que na verdade era uma joia rara, de valor incalculável. Eles entregam algo eterno por algo que mal dura uma década. O Diabo, nesse cenário, nada mais é do que um comprador disfarçado, um colecionador de destinos desperdiçados. Ele sabe exatamente o valor dessas coisas, mas nunca vai te oferecer o preço real. Ele oferece migalhas, restos, enganos, porque sabe que muita gente aceita, mesmo que inconscientemente.
A verdade é que todos temos um preço. A diferença está em quem nos comprou e quanto foi pago por nós. Como cristão, eu aceitei um pagamento. O preço foi pago. E não foi pouco. Foi o sacrifício de Cristo, foi o sangue de Deus derramado em meu favor. Eu fui comprado. Me vendi a Jesus. E desde então, não pertenço mais a mim mesmo, mas a Deus.
O valor desse resgate não pode ser medido com nenhum recurso terreno. O que foi pago por mim não foi dinheiro, nem fama, nem prazer. Foi a vida do próprio Deus encarnado, foi o preço de um ministério eterno, foi o custo de um amor que não tem fim. E o que eu recebi em troca? Recebi a salvação eterna, a restauração da minha identidade, a verdadeira liberdade, a plenitude da vida que o mundo jamais poderia me oferecer. Nada que este mundo tenha a oferecer pode se comparar a isso, nada me seduz a ponto de fazer com que eu queira me vender de novo, ainda mais por algo tão inferior. Aquilo que eu recebi é graça, mas não foi de graça. Foi pago com sangue. E esse é o preço que eu reconheço como sendo o meu.
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