Por que Deus nos condena se não O amarmos de volta?

 


Por que Deus nos condena se não O amarmos de volta?


O inferno não foi criado para o ser humano, mas para o mal (Mateus 25:41). No entanto, Deus é justo e nos concedeu liberdade. O ser humano, por escolha própria, pode se afastar de Deus, e o Senhor não força ninguém a voltar. Ainda assim, em sua misericórdia, Ele entregou Seu Filho em sacrifício para que a justiça fosse satisfeita e para que todos os que desejam pudessem retornar. Mas aqui surge a questão: se uma pessoa não ama a Deus, se não tem relacionamento com Ele, o que ela iria querer no céu, que é justamente um lugar de adoração, louvor e comunhão com o próprio Deus?

A verdade é que Deus deseja que todos sejam salvos. Porém, se alguém diz querer a paz, o amor, a tranquilidade, tudo o que o céu representa, mas rejeita o próprio Autor disso tudo, há uma contradição. O céu é inseparável de Deus, porque Ele é o parâmetro, a fonte e o criador de tudo o que é bom. Rejeitar a Deus, portanto, não é rejeitar apenas uma crença, é rejeitar o próprio bem. No fundo, quem o rejeita não ama a bondade em si, mas apenas o que chama de “seu bem”. Esse tipo de apego não é amor verdadeiro, mas uma corrupção dele, um egoísmo travestido de bondade. O amor, afinal, é uma escolha e não um mero sentimento. Quando alguém escolhe as trevas em vez da luz, colherá o fruto daquilo que escolheu e com isso viverá eternamente.

Outro ponto importante é entender que é impossível não gostar de Deus ao conhecer sua essência. Em nossas relações humanas, às vezes é difícil sentir simpatia por parentes próximos, e até mesmo amar nossos pais pode se tornar um desafio para alguns. Mas há uma diferença: Deus nos ordena a amar, não necessariamente a “gostar”. Amar significa valorizar, respeitar, oferecer o necessário, ajudar, perdoar e se doar, mesmo que não haja afinidade natural. É justamente isso que somos chamados a fazer inclusive com aqueles que nos perseguem. O sentimento de gosto pode até não estar presente de imediato, mas o amor abre o caminho para ele surgir. Assim também é com Deus: ao escolhermos amá-Lo e respeitá-Lo, ao praticarmos a devoção mesmo sem plena compreensão, inevitavelmente aprendemos a gostar de Sua presença. E, diferentemente dos homens, o caráter de Deus é perfeito, justo e pacífico, de modo que quanto mais o conhecemos, mais impossível se torna não nos deleitarmos Nele.

Ser salvo não é ser perfeito, mas ser alguém que reconhece suas falhas e busca em Deus o seu progresso. Os condenados não são aqueles que caíram em pecado, mas os que amam seu pecado e não desejam ouvir o que Deus pensa a respeito. Como alguém já disse: “O inferno não é o lugar de quem pecou, é o lugar de quem não se arrependeu.”


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