"Parece um mito que os personagens bíblicos viviam 800, 900 anos de idade."




"Parece  um mito que os personagens bíblicos viviam 800, 900 anos de idade."


Parece, de fato, um mito que os personagens bíblicos, como os patriarcas, pudessem viver por 800 ou 900 anos de idade. Essa é uma das primeiras e mais comuns ironias usadas como ataque contra a Bíblia. No entanto, ao olharmos para os princípios científicos aceitos sobre o impacto do ambiente na vida, essa crítica se torna falha e hipócrita.

Vamos raciocinar juntos, usando a lógica que a própria ciência nos oferece:

O Ambiente e a Longevidade: Uma Relação Inegociável

Sabemos que a mudança de ambiente causa uma alteração drástica no tempo de vida dos organismos, seja para muito mais ou para muito menos. Pense em como o tempo de vida de uma espécie muda ao ser realocada para um novo ecossistema.

Se isso é verdade para qualquer organismo, por que uma mudança de ambiente em escala planetária não causaria o mesmo efeito nos seres humanos?

Como criacionista, defendo que as mudanças que ocorreram após o Dilúvio no tempo de Noé alteraram radicalmente todo o ambiente humano: o clima, a atmosfera e a proteção contra o ambiente cósmico. Essa alteração drástica causou um decréscimo gradual na longevidade humana.

O Paradoxo Evolucionista

O ponto central e, a meu ver, mais forte, é o seguinte: nas teorias naturalistas e evolucionistas, a reconfiguração do ambiente (incluindo órbita da Terra, clima e etc.) é considerada um imperativo, algo totalmente necessário para a evolução e a diversificação das espécies.

Se aceitamos que uma mudança drástica causa mudança no tempo de vida dos seres, e se a própria ciência naturalista acredita que alterações constantes no passado alteraram drasticamente nossa estrutura, a ponto de seres unicelulares (que hoje vivem apenas por dias) poderem, ao longo da evolução, tornarem-se seres complexos como humanos e outros animais, como podemos ser hipócritas?

Se acreditamos que alterações ambientais podem mudar o número de olhos, a cor da pele, e a estrutura dos órgãos, por que não a idade? É contraditório, pois as próprias teorias de evolução falam sobre a mudança de longevidade das espécies ao longo do tempo.

A Questão do Tempo: A Hipocrisia Acelerada

O cético pode argumentar: "Ah, mas essa mudança de longevidade, segundo a evolução, foi através de milhões de anos, enquanto a Bíblia fala sobre seres humanos que teriam vivido a apenas milhares de anos."

Ué, mas até os cientistas naturalistas concordam que ocorreram "saltos" em momentos cruciais da história da Terra, onde os processos de alteração e adaptação foram acelerados, o período Cambriano, por exemplo, é frequentemente citado como um momento de "explosão" de vida e rápida diversificação. Se a ciência aceita a ideia de processos acelerados em momentos críticos do passado, por que desqualificar a possibilidade de que as condições pré-Diluvianas (ou pós-Diluvianas, que mudaram o ambiente) tenham causado um decréscimo acelerado na expectativa de vida?

Perceba que o naturalista não pode criticar tais afirmações sem cair em uma clara hipocrisia. Ele usa o argumento da mudança ambiental para justificar a evolução de seres unicelulares para organismos complexos (uma mudança radical!), mas ridiculariza o mesmo argumento para explicar uma simples variação de longevidade em algumas centenas de anos.

Além do Ambiente: O Fator Vitamina C

Para além da mudança de ambiente, existe outra possibilidade fascinante que fortalece nossa posição: a capacidade de síntese de nutrientes vitais.

Sabemos que, teoricamente, certas condições genéticas e ambientais poderiam ter permitido a longevidade. Por exemplo, a Vitamina C é fundamental para a saúde e longevidade celular, mas nós, seres humanos modernos, não a sintetizamos mais. No entanto, é totalmente plausível que o ser humano no passado, antes da mutação do gene GULO (que codifica a enzima gulonolactona oxidase, essencial para a síntese de Vitamina C), pudesse ter sintetizado a sua própria Vitamina C. Basta pesquisar sobre esse pseudogene no ser humano e as teorias para sua inutilização e você constatará que as melhores explicações científicas são coesas com a narrativa bíblica "Que o ser humano já teve acesso a produção de sua própria vitamina C (algo ligado a longevidade) e que isso mudou em algum momento devido a eventos que alteraram sua dieta e organismo. 

Se esse fator genético, somado a uma atmosfera e clima mais protegidos (como talvez uma "bolha de vapor" ou um ambiente sem as atuais radiações cósmicas), permitisse que o corpo humano funcionasse em um nível ideal por muito mais tempo, a longevidade de 900 anos deixa de ser um mito risível.

Portanto, eu tenho dificuldades para compreender essa ironia fácil feita como ataque contra a idade dos patriarcas. Afinal, naturalistas acreditam que, devido a mudanças de ambiente, seres unicelulares podem se tornar seres complexos (como humanos). Por que motivos, então, zombam e acham tão absurdo o fato desse mesmo ambiente, ou de uma mudança dele, ter alterado o tempo de vida em apenas algumas centenas de anos?

A plausibilidade da longevidade bíblica está firmemente ancorada nos mesmos princípios de variabilidade e adaptação que a ciência naturalista usa para defender suas próprias teorias.


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