Deus coloca os maus governantes no poder?
Deus dá maus governantes como forma de um justo juízo para um povo que faz más escolhas. No livro de Juízes, vemos esse ciclo se repetir várias vezes: quando o povo se corrompe, Deus permite que sejam subjugados por outras nações como castigo pelos seus pecados. Quando o povo se quebranta, se arrepende e clama ao Senhor, Ele envia um juiz para livrá-los dos poderosos maus. Em resumo, todo povo tem as autoridades que merece. Nesse sentido, toda autoridade é instituída por Deus, seja para juízo ou para libertação e prosperidade. Assim, Deus permite que um povo tenha maus governantes para que sinta as consequências de suas escolhas e do perfil que ele próprio cultiva e exalta.
Mas então, foi Deus quem colocou Kim Jong-un no poder da Coreia do Norte? Se ele pune os cristãos e os impede de exercer sua fé, por que Deus permitiu isso?
A pergunta correta não é se Deus colocou Kim no poder, mas por que ele está lá. Se ele ocupa essa posição, é porque o povo norte-coreano, ao longo da história, fez escolhas que os afastaram de Deus. A idolatria e a rejeição aos princípios divinos trouxeram consequências. Deus não colocou Kim no poder, mas permitiu que ele estivesse lá, assim como permitiu que o Faraó do Egito endurecesse seu coração para que Seu poder fosse demonstrado e os deuses egípcios fossem envergonhados.
Embora alguns cristãos sofram por sua fé na Coreia do Norte, sua resistência também demonstra a força do cristianismo. Eles se tornam semelhantes a Cristo, fortalecem sua fé e servem de símbolo e esperança para cristãos em todo o mundo, tanto os que vivem em conforto quanto os que enfrentam perseguição. Assim como os mártires do Coliseu, esses cristãos semeiam como poucos e receberão uma coroa de glória. Para aqueles que creem em diferentes níveis de recompensa celestial, talvez esses tenham posições de maior honra diante do Senhor.
Existe um propósito para glorificar a Deus em tudo. Daniel e os três jovens na fornalha estavam em uma nação perversa que perseguia a fé dos hebreus, mas essa situação colaborou para a conversão de muitos e ilustra princípios bíblicos que edificam até hoje. Somos peregrinos neste mundo mau, e como o mundo jaz no maligno, seus governantes refletem esse estado. Entretanto, os cristãos, pertencentes a outro reino, vivem neste mundo como sal da terra e luz na escuridão. Fomos chamados não apenas para viver como Cristo, mas também para padecer com Ele.
Os cristãos precisam entender que o mundo inteiro é corrompido, não apenas os países totalitários. A situação de países com governantes "pacíficos" pode não ser melhor para a fé cristã do que em ditaduras. Embora pareçam mais confortáveis para a carne, não significa que sejam boas para a Igreja. Basta observar a corrupção e o esfriamento espiritual que ocorrem nas igrejas ocidentais. Nem todo mau governante se apresenta como um ditador violento. Muitos países são liderados por governantes que parecem justos, mas refletem uma cultura secular pronta para destruir as bases cristãs da sociedade. Não se enganem: alguns líderes aparentemente bons podem ser instrumentos de juízo e teste da parte de Deus.
Mas e os países como a Suécia, que têm muitos ateus, mas bons governantes? Deus não deveria dar maus governantes a eles?
Isso depende do que você considera um bom governante. Há países majoritariamente ateus que são bem-sucedidos materialmente. Isso significa que Deus deu bons líderes a nações que não O temem? O salmista, em diversos trechos da Bíblia, se pergunta por que o ímpio prospera e conclui que essa prosperidade pode ser sua própria condenação. De que vale ganhar o mundo inteiro e perder a alma? De que adianta ter o melhor governante em termos práticos e o maior IDH, se a nação não teme a Deus?
Uma nação que rejeita a Deus pode parecer próspera, mas sua prosperidade é passageira. Assim como Babilônia, um dia ruirá pelo seu próprio pecado. Não se deve considerar um governante como bom apenas porque ele não rouba. Isso é positivo, mas não suficiente. Um povo honesto e ateu pode ter governantes igualmente honestos, mas isso não significa que tenham líderes morais verdadeiramente bons. Nações que vivem pela carne estão destinadas ao mesmo fim de Babilônia e do Império Romano. Basta observar o crescimento da criminalidade nesses países para perceber que, mais cedo ou mais tarde, essas nações colherão as consequências de sua rejeição a Deus.
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