Como não se tornar insensível depois de passar por injustiças e coisas ruins
Algumas pessoas, depois de perderem familiares ou passarem por situações realmente pesadas, acabam desenvolvendo um tipo de insensibilidade diante da dor dos outros. Elas começam a julgar as lutas alheias como pequenas ou irrelevantes, apenas porque não se comparam ao que elas mesmas enfrentaram. E assim, sem perceber, vão se tornando incapazes de ter empatia ou se importar genuinamente com outras realidades que não sejam parecidas com a sua.
O nome disso é parametrização. Acontece quando alguém, depois de viver algo muito intenso, passa a usar aquela experiência como medida para avaliar todo o resto. É como se tudo fosse comparado àquilo. E por isso, muitas vezes, essas pessoas reagem de forma fria ou até exagerada diante de notícias e eventos, porque se esqueceram que existem dores diferentes da sua. O problema é que, ao fazer isso, elas também perdem a capacidade de se conectar, de consolar e de compreender o outro.
Quando alguém enfrenta algo mais grave, esse evento passa a ser o novo parâmetro. Tudo que vier depois parecerá pequeno, fraco, bobo. Só que essa forma de ver o mundo é perigosa, porque vai afastando a gente da humanidade dos outros. É preciso lembrar: cada dor é real para quem está sentindo. E não é porque você sobreviveu a algo mais intenso que o sofrimento do outro se torna inválido.
Além disso, convém dizer que o mais grave, o mais sério, nenhum de nós experimenta neste mundo. Isso se chama condenação eterna. E essa é uma realidade que precisa estar sempre diante dos nossos olhos. Quando lembramos disso, quando essa consciência nos alcança, começamos a compreender o mundo espiritual de outra maneira, e passamos a ver com mais clareza os motivos, as urgências e os perigos das dores alheias. Porque, no fim das contas, toda dor aponta para algo mais profundo.
Por isso, não endureça seu coração. Não permita que as suas marcas te tornem insensível, cego, distante. Use o que viveu para ser mais terno, mais acolhedor, mais disposto a carregar a dor do outro, mesmo quando ela parecer pequena diante da sua.
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