É impossível reconhecer uma existência assim e não se admirar. É impossível não perceber que todo o nosso bem flui dEle, que tudo o que é verdadeiro e eterno parte dEle. E diante disso, é natural querer conhecê-Lo. Ser cristão é isso: não é só alguém que foi influenciado por Cristo, mas alguém de Cristo, alguém que faz dEle o centro do propósito da vida.
Alguns vão dizer que Cristo foi apenas um sábio, como Buda ou Maomé. Mas o próprio Jesus não permite essa neutralidade confortável, essa admiração sem compromisso. Ele não disse “sou apenas um mestre”, ou “sou só mais um profeta”. Ele disse: “Eu sou o Messias”. E o que muitos tentam dizer é: “Não, por favor, seja só mais um profeta. Profetas a gente sabe como lidar”. Mas Ele não deixou essa possibilidade. Ou você fica com o que Ele dizia ser, o Deus encarnado, ou então com a ideia de que Ele era um louco. Não há meio-termo. Porque tudo que Ele fez e falou girava em torno dessa afirmação, e não existe como encaixar Suas palavras em outra caixinha.
E sinceramente, é inconcebível para mim imaginar que a civilização, a história do mundo, a transformação de bilhões de vidas, tudo isso teria acontecido por causa de mais um maluco. Qual seria a probabilidade de um louco qualquer produzir o tipo de impacto que Jesus produziu nos Seus seguidores e no mundo ao longo de dois milênios? Não tem como dizer que crê em Jesus se isso não modificou radicalmente sua vida. Os cristãos são justamente aqueles que permitem que a realidade de Jesus modifique tudo que diz respeito ao que são, ao que pensam e à forma como vivem.
Se você tem tido dificuldade em aprofundar sua fé e seu relacionamento com Deus, lembre-se de algo simples: até mesmo aprender um idioma fica muito mais fácil quando estamos cercados por quem fala com a gente. Assim também é com a fé. Passe um tempo em uma igreja cristã, ouvindo, observando, fazendo amizades, entendendo como outros cristãos lidam com suas próprias dúvidas. O cristão não precisa de um argumento incontestável, porque ele já tem um indivíduo incontestável: Jesus. Nele vemos Deus. E a fé cresce à medida que o conhecemos, à medida que ouvimos o que Ele disse e contemplamos o que Ele fez.
Você não precisa acreditar que será necessário eliminar todas as dúvidas da noite para o dia para poder se tornar cristão. Se você continuar pensando assim, no fundo, acabará idolatrando sua própria mente, como se a sua capacidade de resolver perguntas fosse a causa da sua salvação. Mas não é. A salvação não vem da clareza total, vem da confiança em quem Cristo é.
Imagine que você está pendurado em um penhasco e, de repente, vê um galho forte ao seu lado. Não basta acreditar que o galho é forte, você precisa estender a mão e agarrá-lo. Você só será salvo se fizer isso. Porque não é a força da sua fé que te salva, mas o objeto dela. Uma fé enorme em um galho fraco é fatalmente inferior a uma fé tímida em um galho forte. O que importa, no fim, é em quem você está colocando sua confiança.
Se você está enxergando que esse galho é verdadeiro, se entende que Ele pode te segurar, se faz sentido que Ele te salve, então vá, mesmo que ainda com dúvidas. A salvação não exige fé perfeita. Mas exige um passo real em direção àquele que pode te sustentar.

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