Eu não consigo acreditar


 Eu não consigo acreditar


Muitas pessoas me dizem que até gostariam de acreditar em Deus, mas que simplesmente não conseguem. Eu entendo esse sentimento, mas quero te aconselhar a olhar para a fé de uma forma diferente: crer não é forçar o coração a sentir algo que ele não sente, é abrir a mente para reconhecer as evidências e tomar uma decisão racional diante delas. A dúvida não é sinal de incapacidade, mas um convite para investigar mais fundo. Se você tem esse desejo de acreditar, saiba que isso já é um passo importante, e talvez o que esteja faltando não seja fé em si, mas coragem de questionar os pressupostos que você tem carregado até agora.

Quando olhamos para as pistas da realidade e observamos a ordem do mundo, a vida e a consciência, percebemos que acreditar em Deus não é irracional, pelo contrário, é a conclusão mais coerente que podemos tomar.

Para ser ateu, eu precisaria acreditar que o nada gera tudo, que a ausência de vida é capaz de produzir vida, que a aleatoriedade cega resulta no ajuste perfeito do universo, que o caos produz informação, que a inconsciência gera consciência e que o irracional é capaz de originar a razão. E, sinceramente, eu não tenho essa fé. Essa crença no improvável, esse apego ao absurdo de se pensar que absolutamente tudo surgiu por acaso, exige muito mais fé do que crer em um Criador inteligente e pessoal.

Se você deseja acreditar em Deus, pois enxerga a maravilha da criação e os frutos de um cristianismo sincero, entenda que sua dificuldade em crer profundamente não ocorre por duvidas reais, mas por que é preciso sair da matrix. Recebemos desde cedo um conjunto de lentes céticas, ensinadas pela cultura através dos filmes, desenhos, jornais e livros modernos. Não viva repetindo como boiada esse conto moderno de que para ser inteligente é necessário ser ateu. Esse preconceito sobrenaturalista foi implantado na sociedade desde a Revolução Francesa, movido por interesses políticos e ideológicos, e acabou moldando o pensamento de gerações. O problema é que isso não nasceu de uma análise honesta dos fatos, mas de um projeto de engenharia cultural. Muitos hoje não examinam a realidade, apenas querem fazer parte de um grupo que se apresenta como intelectual, mas que na prática é manipulado por interesses humanistas, sociológicos e ideológicos que nada têm a ver com a busca sincera da verdade.

O chamado da fé não é um convite para abandonar a razão, mas para ampliá-la. O cristianismo nunca teve medo das perguntas mais profundas da vida, porque sabe que as respostas não se sustentam no vazio, mas na realidade de um Deus que é fonte de ordem, sentido, moralidade e existência. Quando alguém rejeita isso em nome de uma suposta racionalidade ateísta, não está sendo mais racional, apenas está escolhendo acreditar que o nada, o acaso e o caos são mais poderosos que a inteligência, a vida e a razão.


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