Por Que Agradecemos a Deus Pelas Conquistas?


 

Por Que Agradecemos a Deus Pelas Conquistas, Mas o Eximimos da Culpa nas Perdas?


Existe uma questão que me incomoda e que vejo frequentemente, talvez você já tenha se deparado com ela: por que fazemos questão de agradecer a Deus quando conquistamos algo, mas, quando perdemos, dizemos que Ele não tem culpa e que "temos que aguentar"? Essa é uma forma de pensar que, se pararmos para analisar com carinho, não faz muito sentido.

Vamos direto ao ponto, à base de tudo: Deus, por definição, é o Bem Supremo. Ele é o padrão inegociável de toda a Bondade. Pense comigo, nada que seja contrário ao bem pode ter origem n’Ele. Da mesma forma, só conseguimos saber o que é bom porque temos uma Referência, e essa Referência é Deus. É n’Ele que aprendemos a verdadeira bondade.

Quando algo bom, algo realmente bom, acontece em nossa vida, sabemos que a origem só pode ser Ele. É Ele quem nos capacita, quem nos dá fôlego, quem move as circunstâncias a nosso favor. Por isso, o agradecimento é um reconhecimento de que o que é bom vem de uma fonte que está acima de nós.

Agora, quando algo "desordenado" ocorre, aquilo que não era para ser, o que não faz parte do plano original de perfeição, isso é, na verdade, uma consequência direta do pecado. É o resultado do afastamento humano de Deus, do desequilíbrio que existe no mundo por causa da Queda. Não é que Deus "mandou" o ruim para nos castigar, mas sim que Ele permite que as consequências naturais da desordem e do pecado sigam seu curso em um mundo imperfeito. A bondade é d’Ele; o sofrimento é uma distorção do que Ele criou.

Por isso, quando a dor e a perda nos atingem, a atitude mais coerente não é culpar a Deus, mas sim buscar n’Ele a força para superar o resultado dessa desordem. O que é bom, Ele nos dá; o que é ruim, Ele nos ajuda a carregar e a transformar.

Além dessa coerência teológica, há algo muito humano no nosso ato de agradecer. Agradecemos porque sabemos que, de fato, não temos controle nem do nosso próximo minuto. Talvez amanhã não acordemos, ou talvez sejamos surpreendidos por uma grande felicidade. Essa fragilidade e essa incerteza da vida nos colocam em nosso devido lugar. Reconhecemos nossa dependência.

Portanto, agradecemos a Deus não só pela conquista em si, mas principalmente por termos a capacidade de vivenciar algo bom em meio a um mundo tão cheio de incertezas. É um ato de humildade e de reconhecimento de Soberania. Deus não é o culpado pelo caos, mas sim a única Esperança de ordem e bem que temos. O bem é a regra d’Ele, o mal é a exceção do mundo caído. Quando agradecemos, estamos afirmando essa verdade.

Palavras chave: agradecer a Deus, bondade de Deus, origem do mal, pecado e sofrimento, gratidão e perdas, teologia pessoal, soberania de Deus, controle da vida, bem supremo.

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