Se é necessário estudar tanto para defender a Bíblia, será que ela é coesa?
A Bíblia é um livro extremamente coerente e coeso, e o fato de precisarmos de estudo para compreendê-la plenamente não é uma falha do texto, mas uma consequência da distância temporal e cultural. As pessoas da época em que os textos foram escritos não precisavam de manuais sobre costumes, linguagem ou sociologia, pois elas viviam aquela realidade e entendiam perfeitamente as gírias e o modo de falar grego ou hebraico. Somos nós, milhares de anos depois, que precisamos nos esforçar e estudar para resgatar essa compreensão tão clara quanto a que eles possuíam naturalmente. O esforço intelectual não serve para "consertar" a Bíblia, mas para limpar as lentes do nosso próprio entendimento, que muitas vezes estão embaçadas por séculos de diferença cultural.
Para ilustrar como o contexto define a mensagem, imagine que, em uma praia de nudismo, encontremos uma placa escrita "proibido usar biquíni", o entendimento imediato seria de que é proibido usar trajes de banho e que todos deveriam estar totalmente nus. No entanto, se você lê essa mesma frase em uma praia em um país muçulmano, o sentido muda completamente, entende-se logo que o uso do biquíni é considerado indecente e que o mínimo esperado são roupas muito mais cobertas. Em ambos os casos, a mensagem na placa era coesa e nítida, mas o nosso entendimento correto dependerá sempre do nosso conhecimento sobre o contexto da situação, um contexto que, em certas culturas, é muito mais distante da nossa realidade do que em outras.
Infelizmente, grande parte das críticas direcionadas à Bíblia seria facilmente evitada com uma simples interpretação de texto, algo que hoje em dia tem sido cada vez mais difícil de encontrar em nossa sociedade. Por causa dessa defasagem na capacidade de ler e interpretar com profundidade, surgem tantas críticas infundadas e interpretações rasas de passagens bíblicas. No fim das contas, a escolha sobre em que acreditar envolve onde depositamos nossa confiança e nossa vida. Você pode até escolher apostar a sua eternidade nas teorias de Darwin ou nos conceitos de Freud, mas, diante da solidez histórica e espiritual das Escrituras, eu prefiro mil vezes apostar a minha em Jesus Cristo.
palavras chave: Bíblia, interpretação bíblica, contexto histórico, hermenêutica, coerência bíblica, defesa da fé, estudo bíblico, Jesus Cristo

0 Comentários