When Giants Were Upon the Earth - Capítulo 11 - Golias, divindades e Muitos Outros Gigantes
Na história do rei Davi, há cinco passagens que mencionam gigantes na narrativa. A mais famosa é 1 Samuel 17, que conta a história de Golias. Essa história é tão conhecida que alguns cristãos acham que ele é o único gigante da Bíblia! Outros dizem que ele nem era tão gigante assim. Isso se deve a problemas textuais nas fontes que compõem o texto inglês do Antigo Testamento.
Em 1 Samuel 17:4, Golias é descrito como tendo “seis côvados e um palmo”. O consenso acadêmico define o côvado como aproximadamente 45 centímetros, medido do cotovelo até a ponta do dedo médio. Um palmo é metade disso, cerca de 22,5 cm. Assim, pela medida tradicional, Golias teria cerca de 2,97 metros de altura.
Mas há um problema com essa medida. Essa altura de 6 côvados e meio vem dos Textos Massoréticos Hebraicos (MT), que nem sempre são os mais confiáveis em termos de transmissão textual. Alguns estudiosos apontam que a Septuaginta (LXX), os Manuscritos do Mar Morto e Josefo indicam que Golias tinha apenas quatro côvados e um palmo, o que o colocaria com cerca de 2,06 metros de altura.
Segundo estimativas arqueológicas de restos mortais encontrados em Canaã, o israelita médio media cerca de 1,68 metros de altura. Assim, mesmo esse Golias “menor” ainda seria um homem muito alto para a média da época, mas não um monstro sobrenatural de quase 3 metros.
No entanto, o estudioso Clyde Billington argumenta que os Manuscritos do Mar Morto e Josefo seguiram a LXX, que foi traduzida no Egito. O côvado real egípcio media consistentemente 52,4 cm. É razoável supor que os tradutores da LXX tenham ajustado os números bíblicos para se alinhar às medidas egípcias. Usando o côvado egípcio, a altura de Golias segundo a LXX seria de 2,36 metros, ainda um gigante — embora menor que o do texto massorético. Um fator adicional complica a questão: Moisés foi criado e educado como nobre no Egito. Assim, ele e os israelitas do Êxodo provavelmente usaram o côvado real egípcio em suas medições. A dúvida é se o texto hebraico original converteu essa medida egípcia para o côvado menor mesopotâmico/levantino. De qualquer forma que se meça o côvado, Golias era um gigante. Mas essa não é a única controvérsia em torno do antigo e furioso refaíta de Gate.
Em 2 Samuel 21, lemos sobre vários guerreiros gigantes mortos pelos valentes de Davi (gibborim). Mas o versículo 19 contém uma frase desconcertante que parece contradizer o fato de que foi Davi quem matou Golias. Ele diz:
“Houve ainda outra guerra com os filisteus em Gobe, e Elanã, filho de Jaaré-Oregim, o belemita, feriu Golias, o geteu, cuja lança tinha a haste como eixo de tecelão.”
Ora, quem matou Golias, então? Foi Davi ou Elanã? Críticos usam esse único texto problemático para construir teorias conspiratórias, afirmando que Davi não existiu e que Elanã matou Golias, mas o autor judeu teria atribuído o feito a um “Davi” fictício, esquecendo-se de alterar esse trecho. Do outro lado das teorias da conspiração desesperadas, estão os harmonizadores hiperliteralistas igualmente desesperados, que concluem que Elanã era apenas outro nome para Davi, ou que havia um segundo Golias de Gate, morto mais tarde por um guerreiro diferente. No entanto, a falta de qualquer conexão entre Davi e Elanã em outras partes da Bíblia, bem como a coincidência clara na linguagem repetida sobre Golias, mostra que essas tentativas de harmonização não são menos tendenciosas do que as teorias conspiratórias. O problema exige uma resposta razoável e ela existe.
1 Crônicas 20:4–8 é uma reescrita das mesmas informações históricas encontradas em 2 Samuel 21:16–22. São passagens que usaram claramente a mesma fonte. 1 Crônicas afirma que Elanã matou Lami, o irmão de Golias, e não Golias! Então quem matou quem? Foi Davi ou Elanã? Mataram Golias ou seu irmão Lami? Resumidamente, a resposta é que 2 Samuel 21 é o texto problemático, por causa de um erro de escriba. O estudioso de línguas bíblicas Michael Heiser explica a anatomia forense do erro textual. Ele analisa os termos hebraicos nos dois textos e mostra como as palavras hebraicas para “filho de Jaaré-Oregim, o belemita” (em 1 Samuel) e “Lami, irmão de” (em 1 Crônicas) possuem construções muito semelhantes. O escriba de 2 Samuel teria confundido a palavra “tecelão” (oregim) e a juntado ao nome Jair, depois interpretando erroneamente a palavra hebraica para Lami como se significasse “belemita”. Em outras palavras, o autor de 2 Samuel tinha um manuscrito defeituoso e tentou corrigi-lo — mas acabou criando o problema que agora enfrentamos.
Conclusão de Heiser:
“A solução para a contradição entre 2 Samuel 21:19 e 1 Crônicas 20:5 é reconhecer que 2 Samuel 21:19 é uma leitura defeituosa, fruto do esforço sincero de um escriba diante de um manuscrito problemático...
1 Crônicas 20:5 deve ser usada para corrigir 2 Samuel 21:19.
Davi matou Golias, como diz 1 Samuel 17, e Elanã matou Lami, irmão de Golias.”
Mas isso não são apenas relatos aleatórios de mortes de grandalhões malvados. Há significado e intenção por trás desses registros. O autor bíblico claramente buscou ligar esses gigantes aos Nefilim de Gênesis 6, cujo plano maligno foi frustrado por Deus com o Dilúvio.
Primeiro, todos esses relatos são resumidos em um mesmo parágrafo, indicando uma intenção teológica deliberada. Em segundo lugar, exceto pelo egípcio, todos os gigantes são filisteus lutando contra Israel. Em Deuteronômio 3:1-11, lemos que Josué matou Ogue de Basã, o último dos gigantes refains. Em Josué 11:21–22, é dito que Josué procurou deliberadamente exterminar os anaquins em Canaã, mas com uma ressalva:
“Não ficou nenhum dos anaquins na terra dos filhos de Israel; somente em Gaza, em Gate e em Asdode alguns restaram.”
Ou seja, alguns gigantes permaneceram vivos — exatamente nas cidades filisteias. E dessas cidades vieram os gigantes enfrentados por Davi, incluindo Golias. É como se Deus tivesse intencionalmente preservado os últimos gigantes para que fossem finalmente destruídos por seu rei messiânico. Esses eram os gigantes restantes da conquista de Josué, e estavam ligados aos terríveis Nefilim do pré-dilúvio (Nm 13:32-33). Há também fortes indícios de que os gigantes estavam tentando matar Davi especificamente. Isbi-Benobe é descrito como alguém que “intentava matar Davi” (2 Sm 21:16); E ainda há mais: a expressão inglesa usada nestes textos para descrever os gigantes é “descendants of the giants” (“descendentes dos gigantes”). Essa expressão aparece três vezes em 1 Crônicas 20 e quatro vezes em 2 Samuel 21. Os autores fazem questão de enfatizar que esses guerreiros pertenciam àquele grupo especial de gigantes teologicamente ligados aos Nefilim de Gênesis 6.
Esse fio narrativo-teológico dos gigantes, desde os Nefilim nos dias de Noé até os Refains no tempo de Davi, parece conspirar para indicar um resumo deliberado do conflito culminante entre a descendência titânica da Serpente em Canaã e a descendência de Abraão a partir de Eva.
O estudioso bíblico Conrad E. L’Heureux examina a expressão hebraica yalid ha-rapha, traduzida como “descendentes dos gigantes”. Ele explica que a palavra rapha se refere especificamente aos Refains, gigantes guerreiros mencionados na Bíblia. No entanto, a palavra yalid “nunca se refere a linhagem genealógica. Em vez disso, o yalid era uma pessoa com status de escravo, consagrada à divindade chefe da unidade social à qual ele era admitido por meio de uma consagração.”
As descobertas de Ugarite lançaram luz sobre os Refains como guerreiros gigantes mortos e deificados. Isso indica que o termo “descendentes dos gigantes” poderia ser entendido mais corretamente como “devotos de Rapha”. L’Heureux conclui que esse grupo era provavelmente uma força de elite, religiosamente vinculada a um código dos Refains. Mas qual seria esse código? Perseguir e destruir a Semente de Eva, o rei messiânico?
Ele ainda destaca que, das oito vezes que a Bíblia menciona o Vale dos Refains, cinco delas aparecem nas narrativas em que os filisteus lutam contra Israel naquele vale. Isso o leva a sugerir que o nome “Vale dos Refains” pode ser um anacronismo usado nas histórias para explicar a origem do nome. Chamavam aquele lugar de Vale dos Refains porque ali foi onde o exército de Davi derrotou essas forças de elite filisteias.
Em 1 Samuel 15, lemos que o rei Saul derrotou os amalequitas, antigos inimigos de Israel. Deus ordena a Saul, no versículo 3, que “consagre ao extermínio tudo o que eles têm. Não poupe ninguém, mas mate homens e mulheres, crianças e recém-nascidos, bois e ovelhas, camelos e jumentos”. Essa linguagem de herem (consagração à destruição) era a mesma usada na conquista de Canaã por Josué, voltada contra a infestação nefilim. Não era usada contra todos os inimigos de Israel, apenas contra os clãs específicos que Deus havia identificado — todos com presença de Nefilim ou gigantes.
Embora não esteja explicitamente declarado que os amalequitas eram um clã de gigantes, sua inclusão na lista implica isso. No Zohar, um texto místico judaico do século XIII, os amalequitas são mencionados como gigantes entre os nefilins, anaquins e refains. Já entre os árabes, há lendas sobre Ad, filho de Amaleque, que teria sido um gigante. Quando os israelitas encontram os amalequitas no deserto, durante o Êxodo, Deus diz: “Apagarei totalmente a memória de Amaleque de debaixo do céu... o Senhor estará em guerra contra Amaleque de geração em geração” (Êx 17:15-16). E mais adiante: “Apagarás da memória o que Amaleque fez... não te esqueças” (Dt 25:19). Novamente, linguagem típica da guerra santa contra os Nefilim de Canaã.
No entanto, surge aqui um problema. Gênesis 36:12 diz que Amaleque foi um descendente de Esaú, pai dos edomitas, povo que Deus proibiu Israel de atacar (Dt 2:4-6). Por que Deus mudaria de ideia e permitiria que Israel destruísse o povo que antes havia protegido? A teoria é que tenha havido alguma fusão entre os dois clãs amalequitas, fundidos sob o nome de Amaleque e esse povo tinha gigantes. Ou seja, os descedentes de Esaú teriam cometido uma promiscuidade e miscigenação com uma raça de gigantes, talvez em busca de poder.
SAUL
Em 1 Samuel, destaca-se que Saul era “mais alto do que qualquer israelita, dos ombros para cima” (1 Sm 9:2; 10:23). Isso o colocaria entre 1,95 m a 2,10 m de altura. Seria ele da semente dos Nefilim?
O versículo 2 também diz: “Não havia homem mais belo entre os israelitas do que ele”. Era comum descrever reis com linguagem exaltada, tanto física quanto espiritual, para justificar seu reinado. Essa descrição de Saul é posteriormente contrastada com a famosa frase: “O Senhor não vê como o homem vê; o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração” (1 Sm 16:7). Mas, como aponta o comentarista Bergen, não é coincidência que Saul é o único israelita descrito explicitamente como alto — em toda a Bíblia, apenas os inimigos de Israel (os gigantes) têm sua altura mencionada (Nm 13:33; Dt 1:28; 2:10; 9:2; 1 Sm 17:4). Israel pediu um rei “como todas as outras nações” (1 Sm 8:20), e Deus lhes deu exatamente o que queriam — até nos detalhes físicos.
Assim, Saul é comparado aos gigantes inimigos de Israel. Isso não significa que ele fosse um Nefilim, mas o autor sugere intencionalmente uma analogia teológica. Com quase 2 metros de altura, é fácil imaginar que alguns israelitas especulassem sobre suas origens. E há uma ironia dupla: Saul, o igual dos gigantes, falha em matar o inimigo perpétuo de Israel, o rei amalequita (possivelmente um gigante); enquanto Davi, o jovem ruivo e pequeno, mata Golias, o gigante refaim, representante da última Semente Serpentina na Terra Prometida.
Tudo isso nos leva à conclusão de que o primeiro encontro de Israel com gigantes pode ter ocorrido contra os amalequitas no Êxodo (Êx 17:8–16); que Saul falhou em destruir a Semente da Serpente entre os amalequitas, o que resultou em sua rejeição por Deus; e que Davi enfrentou esses gigantes e praticamente os exterminou em Ziclague (1 Sm 30), levando à sua declinante extinção.
Armas de Gigantes
A armadura de Golias está entre as mais estudadas de todo o Antigo Testamento. Isso se deve ao fato de que é a descrição mais detalhada de um equipamento de guerra em toda a Escritura. Lembra até um trecho heroico de Homero, descrevendo um guerreiro grego. Embora os filisteus fossem provavelmente formados por micênicos e outros povos do mar que migraram do mar Egeu, eles foram altamente adaptáveis, construindo sua própria cultura através da assimilação. Por isso, os estudiosos indicam que a armadura de Golias não era puramente micênica ou exclusivamente filisteia, mas uma conglomerado de estilos distintos.
Seu capacete não era o típico elmo com penas dos filisteus, mas uma cobertura de bronze mais semelhante à usada por gregos ou assírios. A couraça de escamas de bronze se assemelhava às armaduras egípcias, como as retratadas nas gravuras do faraó Sisaque, do século X a.C.As caneleiras eram gregas, e o escudeiro aparentemente carregava um escudo grande e completo, em vez dos escudos redondos menores dos filisteus e outros povos do mar. Golias era um filisteu, mas seu passado refaim e armadura distinta indicam que era nativo da região, talvez um cananeu convertido ou recrutado pelos filisteus.
Homens-Leão de Moabe
Em 2 Samuel 23:20, Benaia, um valente guerreiro, derrota “dois ariéis de Moabe”. A palavra “ariel” é uma transliteração, pois os estudiosos não têm certeza de seu significado. As versões King James e Young’s traduzem esses oponentes de Benaia como “homens semelhantes a leões de Moabe”, o que capta a estranheza das criaturas, mas não expressa a conotação religiosa ou sobrenatural da palavra.
Alguns tradutores interpretam a frase “ariéis de Moabe” como “filhos de Ariel de Moabe”, seguindo a improvável tradução grega da LXX, ou “heróis semelhantes a leões de Moabe”. No entanto, não há na sentença hebraica qualquer palavra que indique “filhos de”, nem sinal de que ariel seja um nome próprio, tampouco aparece o termo hebraico para “guerreiro”. A palavra hebraica para guerreiro poderoso, gibborim, é usada com frequência nas narrativas de Davi — mas não está presente aqui. O texto diz simplesmente: “dois ariéis de Moabe”.
E se esses ariéis fossem criaturas híbridas, reminiscências da miscigenação dos Vigilantes em Gênesis 6? Afinal, os feitos desses valentes envolvem mortes sobrenaturais de gigantes e centenas de inimigos por um só guerreiro. Se os ariéis fossem apenas homens comuns, o feito de Benaia seria o único banal e insignificante em toda a narrativa. A compreensão antiga de ariel como um híbrido humanóide leônico encontra apoio em um texto de Nag Hammadi, que fala de uma divindade gnóstica, Yaldabaoth, que era um ariel (com grafia levemente diferente):
“Ariael é como os perfeitos o chamam, pois ele era como um leão.”
O Dicionário de Deuses e Demônios da Bíblia afirma o seguinte sobre essa possível interpretação religiosa-mitológica de ariel:
“Essa interpretação pode ser sustentada por uma estatueta recentemente encontrada de bronze-prata, em Tell Abū el-Kharaz, na Transjordânia, representando, segundo os arqueólogos, um guerreiro (ou deus?) de rosto de leão, o qual, por sua aparência e atributos, pode ser visto como um pendente masculino. O autor então revela que a palavra ariel aparece na Estela de Mesa, uma inscrição moabita datada de pouco após a época do rei Davi. São exatamente os moabitas dos quais 2 Samuel afirma que vieram os ariéis. O biblista B. Mazar nota essa conexão com a Estela de Mesa e acrescenta que a palavra ariel tornou-se sinônimo dos querubins com cabeça de leão que apareciam na base dos tronos reais.
Essas criaturas seriam apenas lendas, ou seriam remanescente genéticos da miscigenação dos Vigilantes?
Dagom
Na Bíblia, Dagom é descrito como o deus principal dos filisteus. A história da morte de Sansão, em Juízes 16, ocorre no templo de Dagom, deus dos filisteus. Em 1 Crônicas 10:10, os filisteus penduram a cabeça decapitada do rei Saul no templo de Dagom, em Bete-Seã. 1 Samuel 5 narra a história em que os filisteus capturam a arca da aliança e a colocam no templo de Dagom em Asdode. Durante duas manhãs seguidas, a estátua de Dagom é encontrada caída com o rosto no chão diante da arca — na segunda vez, com a cabeça e as mãos “cortadas”. Cortar mãos e cabeças era uma tática comum de humilhação nos combates do Antigo Oriente Próximo, tanto entre os mesopotâmios quanto entre os cananeus.
Estudiosos posteriores argumentaram que o nome Dagom derivava da palavra hebraica para “grão”, fazendo de Dagom um deus da fertilidade ou da colheita. Outros ainda sugeriram que Dagom era um deus da tempestade, derivando o nome da palavra árabe para chuva nublada. Nenhum consenso acadêmico foi alcançado, embora as interpretações mais antigas tenham caído em desuso. Os sírios o incluíram em seu panteão em Ugarite, que ficava na Síria, mas não há registro de Dagom em Canaã. Como os filisteus eram conhecidos por adaptar costumes e deuses das terras conquistadas, é totalmente plausível que Dagom tenha sido importado através do contato com a Síria, sendo então adaptado aos interesses dos Povos do Mar que habitavam a costa.
Aserá
O nome Aserá aparece 40 vezes na Bíblia (formas no plural: Asherim, Asheroth, Ashtaroth). Em algumas passagens, refere-se diretamente à deusa (Jz 3:7; 1Rs 14:13; 18:19; 2Rs 21:7; 23:4), e em muitas outras refere-se a um objeto de culto de madeira usado no culto à deusa (Dt 16:21; Jz 6:25–30; 2Rs 18:4; Is 17:8; Jr 17:2). Desde os dias dos Juízes até a monarquia e as reformas de Josias, os postes de Aserá ou colunas sagradas aparecem frequentemente em associação aos altares de Baal (Jz 6:25; 1Rs 16:33; 2Rs 17:16; 21:3), sugerindo uma ligação teológica entre esse par idólatra e apóstata, que influenciou Israel durante toda sua história. Achados arqueológicos em Israel revelaram até tentativas de sincretismo, em que israelitas identificavam Aserá como consorte de Yahweh (Dt 16:21-22).
Ela era uma deusa da fertilidade, ligada à prostituição cultual (2Rs 23:7), e também associada aos exércitos celestiais (2Rs 17:16; 21:3; 23:4), os quais são reconhecidos como divindades (Jó 38:7), o que reforça seu título de “mãe dos deuses”.
**Este texto é um resumo feito por Paulo Barbosa com base na obra "When Giants Were Upon The Earth" de Brian Godawa. O conteúdo aqui apresentado visa fins educacionais e de discussão, conforme previsto no art. 46 da Lei 9.610/98.

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