When Giants Were Upon the Earth - Capítulo 8 - A Cronologia dos Tempos Bíblicos
**Importante: Neste capítulo, apresento apenas o resumo da primeira parte. As seções posteriores não são relevantes para os meus propósitos, pois se dedicam exclusivamente às explicações do autor sobre mudanças de nomes que ele adotou na produção de alguns de seus romances e obras literárias.
Dos muitos eventos narrados na história de Abraão, nenhum deles encontra confirmação em fontes históricas ou arqueológicas externas reconhecidas. Isso, contudo, não significa que Abraão seja uma figura inventada, mas simplesmente que os estudiosos não têm como precisar exatamente quando sua história ocorreu, pois não há dados externos que corroborem sua existência ou cronologia. Peter James revelou um dado incômodo para a historiografia tradicional: existe um período de vários séculos de verdadeira "escuridão histórica" no final da Idade do Bronze Tardia, dentro da cronologia oficial do mundo antigo. James argumentou que essa lacuna temporal não passava de um erro na contagem cronológica dos textos antigos, um equívoco que acabou criando esse vácuo na história. A partir daí, deu-se início a uma revolução cronológica que propôs reescrever a história antiga, movendo-a para trás cerca de trezentos anos.
Grande parte da cronologia antiga está ancorada na história egípcia, cuja cronologia é reconhecidamente ambígua e imprecisa, gerando dificuldades para amarrar os eventos históricos com precisão. Nos anos 1970, Donovan Courville já havia apontado essas inconsistências e, mais recentemente, David Rohl retomou essa linha de pesquisa, propondo uma “Nova Cronologia” para o mundo antigo que posiciona a história bíblica em um contexto completamente diferente daquele aceito convencionalmente. Esses estudos causaram um verdadeiro abalo na academia ao expor os sérios problemas da cronologia tradicional, mostrando que muito do que se aceita como certo pode estar fundamentado em erros de cálculo.
Mais recentemente, Gerald Aardsma avançou uma teoria ainda mais ousada ao sugerir que o Êxodo teria ocorrido em 2450 a.C., quase mil anos antes das datas convencionais de 1445 a.C. ou 1225 a.C. Essa revisão colocaria Abraão na Mesopotâmia por volta de 3000 a.C., e não em 2000 a.C., como comumente se acredita, representando uma mudança radical em toda a compreensão cronológica.
O motivo pelo qual tudo isso importa tanto está justamente na crescente interpretação da arqueologia bíblica, que tende a concluir que muitos dos eventos bíblicos não aconteceram, simplesmente porque não há evidências arqueológicas que os sustentem. Por exemplo, não existe nenhuma prova concreta de uma derrota esmagadora do Egito ou da consequente peregrinação dos judeus pelo deserto na data tradicionalmente apontada, por volta de 1275 a.C. Também não há evidências de que as cidades de Ai ou Jericó estivessem habitadas ou tenham sido destruídas nas datas indicadas pelos estudiosos críticos da Bíblia. Contudo, a Nova Cronologia de Rohl demonstra que há evidências arqueológicas desses eventos ocorrendo vários séculos antes, no século XV a.C. Assim, com um simples recuo cronológico de algumas centenas de anos, toda a história bíblica passa a se encaixar perfeitamente com as evidências externas disponíveis, o que reforça a necessidade de reavaliarmos nossas interpretações e cronologias tradicionais.
**Este texto é um resumo feito por Paulo Barbosa com base na obra "When Giants Were Upon The Earth" de Brian Godawa. O conteúdo aqui apresentado visa fins educacionais e de discussão, conforme previsto no art. 46 da Lei 9.610/98.

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