When Giants Were Upon the Earth - Capítulo 9 - Monstros Mitológicos


When Giants Were Upon the Earth - Capítulo 9 - Monstros Mitológicos 


A capacidade de dialogar com as mitologias pagãs dentro do contexto da recontagem das histórias bíblicas, de forma a revelar significados universais e compartilhados, em vez de ser uma fusão sincrética de religiões que leva a uma herética unificação, é uma que técnica pode ser mais bem descrita, em termos narnianos, como uma submissão subversiva de todas as histórias à soberania de Aslan. Mas isso não é uma inovação dos gênios cristãos como Lewis e Tolkien; na verdade, é uma técnica narrativa comum em muita literatura antiga de imaginação, incluindo a própria Bíblia!

Já escrevi bastante sobre Leviatã e Beemote como monstros do caos na Bíblia, Desmistifiquei por exemplo as noções de que seriam descrições antigas de dinossauros ou outros animais reais, concluindo que eles carregam as mesmas características dos monstros caóticos do antigo Oriente Próximo, como o cananeu Leviatã e a babilônica Tiamat. Em passagens como os Salmos 74 e 89, o evento histórico do Êxodo é apresentado de forma mitopoética como Yahweh lutando contra as águas e esmagando as múltiplas cabeças de Leviatã ou Rahab (outro nome para a mesma criatura), para estabelecer um novo céu e uma nova terra, a ordem da aliança com Israel.

Não é que os judeus tenham “copiado” ou “emprestado” essas imagens de seus vizinhos pagãos; é que, assim como hoje, todos naquela época usavam um vocabulário comum de imaginação para expressar suas visões de mundo. Sumérios, acadianos, babilônios, cananeus, judeus e outros povos do antigo Oriente Próximo descreviam a supremacia de seus deuses em termos de batalha contra o dragão do caos, para criar ordem a partir do caos.

Sátiros, centauros e demônios

A ideia dos sátiros, ou divindades-bode, é muito mais antiga do que a mitologia grega costuma sugerir. Ela tem raízes profundas no folclore cananeu e, por isso, aparece também na Bíblia. Isaías 34:11-15, por exemplo, descreve Edom devastada, habitada por aves e animais selvagens, e menciona os “seirim”, palavra geralmente traduzida como “bodes selvagens” — que choram e fazem seus ninhos ali. Mas o termo, nesse contexto, carrega um significado demoníaco, como se fosse uma referência poética a entidades espirituais do caos. Isaías 13:21-22 segue a mesma linha ao descrever a Babilônia arruinada, agora morada de animais impuros, seirim dançantes e demônios instalados nos palácios.

De início, pode parecer que nada disso se refere a monstros míticos, mas sim a animais comuns. Só que isso é um erro moderno. A tradução inglesa da palavra hebraica seirim como “bodes selvagens” oculta sua antiga carga simbólica, que remete às divindades pagãs da fertilidade e da selvageria. A Septuaginta, tradução grega feita por judeus no século II a.C., nos dá uma pista valiosa: em Isaías 34:13-14, lemos sobre “sátiros” (onokentauros, uma espécie de centauro asno), e em Isaías 13:21-22 encontramos monstros, demônios e sátiros dançando. Ou seja, o que os antigos tradutores captaram — e que os modernos ignoram é a natureza mitopoética desses seres.

No hebraico original, os seirim não são apenas bodes, mas figuras associadas ao culto cananeu, conhecidos por suas danças sarcásticas e sexualizadas, como o Sikinnis — uma forma de performance que misturava música, poesia e crítica social. O tom zombeteiro dessas criaturas é exatamente o que Isaías pretende retratar como sinal da degradação cultural dos povos inimigos. Em Levítico 17:7, é dito que Israel não deveria mais oferecer sacrifícios aos “demônios-bodes” (seirim), e em 2 Crônicas 11:15, Jeroboão institui sacerdotes justamente para os altares dos seirim. Ou seja, estamos lidando com entidades espirituais reais no imaginário hebraico, e não simples metáforas.

Demônios e Goblins

Voltando aos textos proféticos de Isaías, encontramos ainda outros seres do caos espiritual conectados aos seirim. Isaías 13:21-22 menciona animais selvagens (siyyim), avestruzes, hienas (iyyim) e bodes dançantes. Isaías 34:14 repete essa associação, dizendo que “os siyyim se encontrarão com os iyyim, e o seirim gritará para o seu companheiro”. A estrutura linguística aqui é importante: as palavras hebraicas siyyim e iyyim formam um jogo sonoro que evoca seres espirituais que habitam as ruínas, e não apenas animais comuns.

O comentarista Hans Wildberger deixa isso bem claro ao dizer que os siyyim são “demônios que causam desordem entre as ruínas”, mencionados junto com os iyyim — que ele identifica como uma espécie de duende ou goblin. Essa leitura é confirmada de forma impressionante pelo Novo Testamento. Em Apocalipse 18:2, João descreve a queda da “Babilônia Mística” (símbolo da Jerusalém que rejeitou o Messias) usando exatamente essa mesma linguagem: “morada de demônios, esconderijo de todo espírito impuro, ave imunda e besta detestável”.

A correspondência é clara: o covil de chacais do Antigo Testamento é o esconderijo de demônios do Novo. A “morada de hienas e avestruzes” é a “morada de espíritos impuros”. E mais: a palavra hebraica traduzida como “avestruzes” (benot yaanah) significa literalmente “filhas do deserto” ou “filhas da ganância”, podendo se referir a algum tipo de coruja ou espírito do deserto. Essa ambiguidade não foi bem-vinda pelos tradutores modernos, que preferiram suavizar o texto.

Azazel

Em Levítico 16, lemos sobre a oferta sacrificial no Dia da Expiação. Entre outros sacrifícios, o sumo sacerdote tomava dois bodes para a expiação do povo. Um deles era morto como sacrifício de sangue no altar, e o outro recebia os pecados do povo, por meio da confissão e da imposição das mãos do sacerdote. Essa ação de transferir a culpa de sangue para “o outro” é a origem do conceito de “bode expiatório”. Mas essa nem é a parte mais curiosa do ritual. Porque nos versículos 8 a 10 e no 26, o sacerdote é instruído a enviar o bode “ao deserto para Azazel” (v. 10)! 

A pergunta natural que surge é: será que esse ritual está sacrificando a demônios-bode, algo que o próprio Yahweh condena nos textos de Levítico e Isaías que vimos antes? Mas ao observarmos mais de perto, essa preocupação se dissipa. O primeiro bode era “para Yahweh” e o segundo “para Azazel” (v. 8). Mas, enquanto o primeiro era sacrificado, o segundo não era. Como afirma o comentarista Jacob Milgrom: “Na prática pré-israelita, [Azazel] certamente era um demônio real, talvez um sátiro, que governava o deserto — mas no ritual sacerdotal, ele já não é mais uma personalidade, mas apenas um nome que designa o local para onde as impurezas e pecados são banidos.

O envio do bode expiatório para Azazel no deserto era uma forma simbólica de banir o mal para seu lugar de origem, descrito como o submundo do caos, onde seus poderes maléficos não poderiam mais atingir quem o enviava. Esse deserto de “tohu e wabohu” — isto é, vazio e devastação, era precisamente o caos que Yahweh havia vencido ao estabelecer sua ordem da aliança sobre os céus e a terra. Era, portanto, o local onde todas as entidades demoníacas eram consideradas habitantes.

Sendo assim, Azazel muito bem poderia ter sido considerado o pai ou líder dos demônios-bode. No livro de 1 Enoque, ele é aprisionado numa abertura no deserto de Dudael (1Enoque 13:4–8). Mas o estudioso Judd Burton argumenta que esse local desconhecido pode estar conectado ao Monte Hermom, o lar original dos Vigilantes quando desceram à terra (1Enoque 6:6). Ele destaca que havia uma importante “abertura” nas proximidades de Hermom, na Gruta de Pan, no local chamado Banias. No período helenístico (200 a.C.), os gregos ergueram ali um santuário ao deus Pan, o sátiro da natureza e do pastoreio, que se tornou bastante influente no culto greco-romano a Pan. Judd então especula que esse santuário teria sido originalmente dedicado a Azazel, nos dias anteriores ao dilúvio, por causa das notáveis semelhanças entre Azazel e Pan. Em primeiro lugar, ambos estavam associados ao bode. Em segundo, Pan era movido por impulsos sexuais primitivos, da mesma forma que Azazel cobiçou mulheres humanas e liderou os Vigilantes para copularem com elas. Em terceiro, tanto Pan quanto Azazel estavam ligados à arte da guerra — a vitória na Batalha de Maratona, em 490 a.C., foi atribuída a Pan, assim como a fabricação de armas e a guerra foram atribuídas a Azazel. Os gregos associavam Pan à adivinhação e à profecia, e Azazel também teve papel ativo ao revelar conhecimentos místicos dos céus à humanidade.

O Clã da Serpente e Gilgal Rephaim

 Bashã é onde está localizado o Monte Hermom, o ponto de contato dos Vigilantes (1Enoque 6:6), bem como a tribo dos Seirim, os sátiros de Banias. A própria terra de Canaã ao redor do Monte Hermom, chamada de Bashã, é descrita como a “terra dos Rephaim” (Dt 3:13), cujos habitantes eram gigantes altos como os anaquins (Dt 2:11, 20) e aparentados com Golias (1Cr 20:4–8). Também era o domínio do poderoso gigante Ogue, rei de Bashã, o “último dos Rephaim” (Js 12:4; Dt 3:11), que foi o último obstáculo de Josué antes de entrar na Terra Prometida. 

O antigo livro judaico dos Jubileus adiciona mais detalhes sobre esses gigantes Rephaim (“Raphaim”) e seu território, confirmando o relato bíblico. Embora a Bíblia não forneça detalhes específicos sobre esse povo, há alguns fatos interessantes que apontam para possibilidades reveladoras. A palavra hebraica para heveu tem as mesmas consoantes de outra palavra comum para “serpente”, e eles eram descendentes da linha amaldiçoada de Canaã, filho de Cam (Gn 10:17; 1Cr 1:15). Cerca de 30 km ao sul do Monte Hermom há um desfiladeiro serpentino de aproximadamente 1,5 km de extensão, com marcas que indicam intervenção humana, destoando das formações naturais ao redor, como se fosse uma imensa serpente esculpida na terra. A cerca de 11 km dali, a sudoeste, existe um grande monte em forma de serpente que pode datar de tempos antigos. E logo ao lado desse monte serpentino fica Gilgal Rephaim.

Gilgal Rephaim é um grande monumento formado por pedras megalíticas dispostas em círculos concêntricos, com um túmulo (túmulo de pedra ou “túmulo de câmara”) no centro e um diâmetro externo de cerca de 160 metros. O nome significa “Círculo dos Gigantes” e está situado 40 km a noroeste de Edrei, cidade de Ogue de Bashã, na terra dos Rephaim, território governado por ele. Acadêmicos acreditam que o local, assim como outros sítios megalíticos circulares pelo mundo, era usado para fins religiosos ou astrológicos. Outros exemplos semelhantes incluem o famoso Stonehenge, bem como o recém-descoberto Göbekli Tepe, na Turquia, o mais antigo monumento religioso conhecido, datando de até 9000 a.C.

Serpentes Aladas de Fogo

Números 21:6–9 relata um episódio estranho: serpentes abrasadoras foram enviadas por Deus contra o povo. Então o povo veio a Moisés e disse: “Pecamos, pois falamos contra o Senhor e contra ti. Ora ao Senhor que tire de nós essas serpentes.”

Moisés orou pelo povo, e o Senhor lhe disse: “Faz uma serpente abrasadora e coloca-a sobre uma haste; todo o que for mordido e a olhar, viverá.” Moisés fez, então, uma serpente de bronze e a colocou sobre a haste. E todo aquele que era mordido por uma serpente, ao olhar para a serpente de bronze, vivia.

A palavra hebraica usada para “serpentes abrasadoras” é seraph, o mesmo termo empregado para os seres serpenteantes alados que guardam o trono de Yahweh, como descrito em Isaías 6:2. Há diversas palavras em hebraico para serpente, então a escolha deste termo aqui indica algo mais profundo. O “abrasador” pode se referir à dor causada pela mordida venenosa de uma víbora ou cobra do deserto, mas talvez haja algo além disso. A imagem de serpentes serafins com asas aparece em duas outras passagens de Isaías:

Isaías 14:29

Não te alegres, Filístia inteira, porque foi quebrada a vara que te feria, pois da raiz da serpente sairá uma víbora, e o seu fruto será uma serpente abrasadora voadora.

Isaías 30:6–7

Oráculo acerca dos animais do Neguebe. Por uma terra de aflição e angústia, de onde vêm a leoa e o leão, a víbora e a serpente voadora abrasadora...

Essas profecias contra Filístia e Egito utilizam a ideia da serpente voadora abrasadora como uma imagem poética para descrever a natureza destrutiva dessas nações. Elas não precisam ser criaturas literais para que a profecia tenha valor, mas o uso da mesma palavra hebraica seraph nos conecta à narrativa histórica de Números.

Isaías 30 localiza essas serpentes no Neguebe, o mesmo local onde os israelitas encontraram as serpentes abrasadoras. O estudioso Jacob Milgrom argumenta que a serpente de bronze feita por Moisés era uma serpente alada, com base na conexão entre o seraph hebraico e a serpente uraeus do Egito. No Egito, essa imagem era comum: por exemplo, o trono de Tutancâmon exibe braços em forma de serpente alada. A cobra ereta, símbolo de realeza, é recorrente na história egípcia. Serpentes uraeus aladas foram encontradas em períodos cananeus, provando que essa imagem era bem conhecida em Israel antigo. (importante lembrar: Moisés veio do Egito.)

Não apenas a Bíblia e o Egito falam dessas serpentes aladas. O rei assírio Esar-Hadom descreveu em sua campanha ao Egito, no século VII a.C., ter enfrentado “serpentes de duas cabeças” e “animais verdes” cujas “asas batiam”, em uma jornada árdua por território hostil.

O historiador grego Heródoto também mencionou “serpentes sagradas aladas” em sua obra Histórias, dizendo que viu ossos de tais criaturas e descrevendo suas asas como semelhantes às de morcegos.

Além disso, sugiro realizar uma pesquisa rápida para encontrar notícias recentes sobre fósseis de serpentes aladas.

Exemplos de notícias recentes:

  • Cientistas descobriram no Brasil fósseis de um réptil voador com semelhanças com serpentes, sugerindo uma linhagem antiga de serpentes aladas.

  • Na China, pesquisadores relataram a identificação de um fóssil com vestígios de membranas semelhantes a asas em uma espécie de serpente do Cretáceo, levantando hipóteses sobre voo.

  • Paleontólogos nos EUA apresentaram um estudo sobre criaturas parecidas com serpentes voadoras do período Triássico, com evidências inéditas de aero-adaptações.


Gigantes: Ogue, Seom

Ogue e Seom, são apresentados nas Escrituras como inimigos que precisavam ser derrotados na Transjordânia. E Deus concedeu a vitória a Israel sobre ambos (Nm 32:33; Dt 1:1–8). Mas então o texto acrescenta um detalhe importante sobre Ogue: ele era o “último dos Rephaim”, uma raça que, como já vimos, era composta por gigantes (Dt 2:10–11, 20–23). Diz ainda que seu território, Bashã, era chamado de “terra dos Rephaim” por causa de sua população de gigantes (Dt 3:13). E que sua cama — ou sarcófago — tinha pelo menos 4 metros de comprimento. Seu tamanho era tão impressionante que sua cama virou peça de museu em Israel, anos mais tarde:

No hebraico original, a expressão “terra dos Rephaim” também pode ser traduzida como “inferno dos Rephaim”. Bashã era uma região espiritualmente significativa tanto para os cananeus quanto para os hebreus. Segundo o Dicionário de Deuses e Demônios na Bíblia, a tradição geográfica bíblica está de acordo com os dados mitológicos e cultuais dos cananeus de Ugarite ao afirmar que “a região de Bashã, ou parte dela, representava claramente o ‘Inferno’, a morada celestial e infernal dos reis mortos e divinizados”, os Rephaim. O Monte Hermom estava em Bashã. Era o local associado aos Rephaim, governado por Ogue (Js 12:1–5), e também o lendário lugar onde os filhos de Deus (os Vigilantes) teriam descido à terra e se unido às filhas dos homens, gerando os gigantes Nefilim.

Os Anaquins

O verdadeiro inimigo a ser vencido em Canaã eram os anaquins, um poderoso clã de gigantes que parecia dominar a região sul da serra. De fato, quando os espias fizeram sua missão de reconhecimento de quarenta dias pela terra, voltaram com um relatório mencionando os “filhos de Anaque”, que eram gigantes aparentemente com raízes genéticas nos Nefilim originais antes do Dilúvio.

Números 13:33

33 Também vimos ali os Nefilim (os filhos de Anaque são descendentes dos Nefilim); éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos olhos deles.”

Esses anaquins são descritos como sendo de “grande estatura”, fazendo com que os israelitas se sentissem como gafanhotos (Nm 13:33). Sua altura era um padrão de comparação para outros gigantes (Dt 2:10, 21), um povo “grande e alto”, cuja reputação era tão temida que ninguém ousava enfrentá-los (Dt 9:2).

As únicas estaturas especificadas na Bíblia são:

Golias: “seis côvados e um palmo” — cerca de 2,90 m

Ogue, rei de Basã: sua cama tinha nove côvados de comprimento (aprox. 4,10 m), o que implica que Ogue teria cerca de 3,90 m

Um gigante egípcio não identificado: “cinco côvados” — cerca de 2,30 m.

Essas medidas usam o côvado comum de Canaã (cerca de 45 cm). Mas esse valor era apenas uma média, já que o côvado era medido do cotovelo à ponta dos dedos, o que variava entre culturas e épocas.

A complicação adicional é que Moisés foi educado como membro da realeza egípcia, e possivelmente usava o côvado real egípcio, que era mais longo. Isso levanta a questão se os textos bíblicos teriam ou não ajustado essas medidas ao côvado menor usado na Mesopotâmia. Se aplicarmos esse côvado maior à altura de Golias, ele teria cerca de 3,20 m! O egípcio morto por Benaia teria cerca de 2,60 m, e a cama de Ogue teria cerca de 4,70 m, o que sugere que ele mesmo teria entre 4,10 e 4,30 m. No entanto, o texto de Deuteronômio 3:11 deixa claro que a medida da cama de Ogue foi feita com o “côvado comum”, então o valor menor é o mais provável.

Fontes extrabíblicas adicionam mais contexto:

Jubileus 29:9 descreve os refains com alturas de 10 a 15 pés (3 a 4,5 m).

Um papiro egípcio do século XIII a.C. fala de beduínos cananeus medindo quatro a cinco côvados (2,10 a 2,70 m).

Josefo, historiador judeu do século I, relata gigantes em Hebrom com corpos e rostos tão diferentes dos homens comuns que causavam medo, e diz que seus ossos ainda eram mostrados em sua época.

Ele também fala de um judeu chamado Eleazar, com 7 côvados (3,20 m).

Plínio, historiador romano, cita um gigante chamado Gabbaras, com mais de 2,75 m.

Heródoto menciona um túmulo com ossos de um homem com 3 metros.

O geógrafo Pausânias fala de um caixão de 5 metros achado no rio Orontes, que atravessa o Monte Hermon, na terra de Basã, domínio de Ogue.[428]

Como os anaquins estavam teologicamente ligados aos Nefilim de Gênesis 6, cuja maldade motivou o julgamento de Deus, faz sentido que Deus ordenasse uma limpeza final dos descendentes gigantes depois. Curiosamente, os gigantes remanescentes em Gaza e Gate, terra dos filisteus, seriam responsáveis por muito sofrimento durante o período dos juízes e seriam finalmente destruídos por Davi, o tipo messiânico, que venceria simbolicamente os principados e potestades das trevas espirituais. 




**Este texto é um resumo feito por Paulo Barbosa com base na obra "When Giants Were  Upon The Earth" de Brian Godawa. O conteúdo aqui apresentado visa fins educacionais e de discussão, conforme previsto no art. 46 da Lei 9.610/98.

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