"Se Deus fosse evidente ninguém perguntaria se Ele existe."

 



"Se Deus fosse evidente ninguém perguntaria se Ele existe." 


O universo está diante de nós, acessível a todos, e justamente por estar aí, tão vasto e grandioso, quem deveria ser questionado não é sua existência, mas a de Deus. Porém, muitos argumentam que a mera presença de questionadores já é um motivo para exigir provas empíricas da existência divina. Esse raciocínio é falho, porque a dúvida em si não significa ausência de realidade evidente.

Se seguíssemos essa lógica, então também não deveríamos nos perguntar sobre o outro lado da lua, mas sabemos que ele existe. Ou não deveríamos ter perguntado se a Terra é esférica, mas é. O simples fato de existirem questionadores não obriga que cada verdade seja comprovada de forma imediata e sensorial, afinal, há filosofias que chegam a contestar até mesmo a nossa própria realidade. Isso não significa que devemos levar todas essas contestações ao pé da letra, como se fossem igualmente válidas. Muitas vezes, pelo uso da razão e dos sentidos, conseguimos chegar a conclusões sólidas que demonstram a falsidade de certas ideias, ainda que sempre exista quem continue a questioná-las.

Portanto, a existência de Deus não se torna menos plausível pelo fato de ser contestada. Questionar é próprio da natureza humana, é inevitavelmente presente em nossa vida, mas a verdade não se mede pela quantidade ou existência de vozes contrárias, e sim pela solidez do raciocínio, pela coerência das evidências e pela profundidade das conclusões a que chegamos. A dúvida é um ponto de partida, mas nunca pode ser considerada o destino final do pensamento.


Palavras chave: existência de Deus, filosofia, evidências de Deus, questionamento humano, dúvida e fé, racionalidade e fé, razão e espiritualidade

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