Por que não provam Deus?
O que significa provar? Como você prova que o sol vai continuar existindo amanhã? Exato, você não prova, você apenas confia nisso com base no histórico daquilo que você conhece até hoje. Da mesma forma, não precisamos provar a Deus, o amor, nosso jantar de domingo, podemos saber que eles existem com base em outros fatores.
Hoje, com toda a nossa tecnologia, muitas vezes não conseguimos provas definitivas de coisas que aconteceram há apenas uma semana, por isso, chega a ser irracional duvidar do conhecimento de Deus simplesmente porque você deseja que seres humanos provem a Sua existência de forma laboratorial. Pense bem, uma criança ainda na barriga não consegue provar a existência da sua mãe, mas isso não torna a mãe menos real. Existem argumentos sólidos sobre a existência de Deus que são muito mais coerentes do que os contrários, pois Deus já nos deu provas suficientes de sua presença através da natureza, de Cristo, dos apóstolos e da ressurreição. O ponto central que muitos ignoram é que Deus não é um ser físico, e como a realidade não se limita apenas às leis físicas, torna-se inútil querer aplicar critérios materiais como condição obrigatória para provar o que é imaterial e transcendente.
Aqueles que o buscam como Ele deve ser buscado, invariavelmente, o encontram. Como diz em Jeremias 29:13, "vocês vão me procurar e me achar, pois vão me procurar com todo o coração". Perante tudo isso, precisamos entender que a Verdade, que é Cristo, não se molda aos nossos caprichos, pelo contrário, Ele se manifesta a nós e cabe a nós nos moldarmos a Ele. Deus não irá se apresentar da maneira que os zombadores exigem apenas para satisfazer vontades passageiras ou desafios intelectuais vazios. Eu, por exemplo, não acredito em coelho da Páscoa e não preciso ler centenas de livros para confirmar que ele não existe, então, se os ateus céticos precisam ler tanto, lutar tanto e, ainda assim, nunca conseguem desmoralizar cientificamente o criacionismo, cujos problemas para o lado deles só aumentam com o passar dos anos, isso demonstra que o pensamento arcaico, na verdade, pertence ao naturalismo. Deus não é uma fábula como o Papai Noel, Ele é o fundamento da realidade.
A Bíblia não entra nessa briga de experiências científicas modernas porque, afinal, ela é um livro focado no relacionamento do ser humano com o Criador, e não um manual didático de química ou biologia. É inútil esperar esse foco técnico nela, embora os criacionistas tenham demonstrado, com dados científicos robustos, que o relato bíblico é muito mais coeso do que as teorias dos materialistas ateus. Precisamos parar com essa idolatria da mente humana, já que ela é assumidamente limitada. Qual é a real credibilidade que o ser humano tem para afirmar categoricamente que Deus não existe, baseando-se puramente em sua visão restrita, diante de tantos fatos que apoiam as Escrituras? O ser humano crê naquilo que ele quer, por isso seus critérios de "prova" mudam conforme sua conveniência, ora exigindo o ver, ora o tocar, sem nunca aceitar que seus próprios métodos são variantes e subjetivos. É como dizer que você só aceita que seu nariz existe se você conseguir ver ele sem ajuda de um espelho.
Certa vez, eu estava fazendo uma massagem nas costas da minha esposa porque ela estava com muita dor por causa de um mau jeito. Eu brinquei com ela perguntando como eu poderia saber se ela estava com dor de verdade ou se estava apenas fingindo para ganhar o agrado. Naquele momento, fiquei refletindo sobre nossa vida com Deus e como decidimos que nossos critérios para acreditar são apenas os sentidos físicos. Mas a dor física existe e você não saberá se alguém está sofrendo simplesmente por olhar, você pode presumir, mas para entender a verdade, deve-se enxergar o conjunto das evidências, como o histórico do que ocorreu e as expressões faciais. Se eu decidir que meu único critério para a dor é o choro, posso errar feio. Não posso ser o árbitro de algo que eu mesmo estou em processo de descoberta, nossa ótica limitada nos impede de ver a verdade absoluta sozinhos, por isso temos que ir além de nós mesmos e analisar os fatores lógicos que compõem a realidade.
Muitas vezes, o argumento de que "não se pode provar Deus" é apenas um salto lógico baseado nas ideias de Karl Popper sobre a falseabilidade na ciência. O argumento diz que, se algo não pode ser observado ou provado empiricamente, não é ciência. Porém, como bem exposto por Hans-Hermann Hoppe, o que torna esse argumento forte contra as pseudociências é o mesmo que o invalida no campo da verdade absoluta. Como se prova, empiricamente, que a experiência empírica é o único crivo da Verdade? É impossível provar o empirismo puro usando apenas o empirismo, e quem tenta fazer isso acaba tratando toda a ciência como mera opinião, relativizando a Verdade e colocando em xeque o próprio cientificismo. A experiência sensorial só funciona porque nossos sentidos e o mundo externo compartilham de uma unidade semântica transcendente. Essa unidade é verdadeira e transmite verdade em si mesma, e como somos capazes de adequar nossas mentes a essa ordem transcendental, somos capazes de compreender a realidade das coisas. Se você escolher qualquer uma das vias de argumentação honestas, verá que o debate sempre pende para a existência do Senhor. Após analisar as provas históricas e filosóficas pela lógica, não faz sentido rejeitá-las apenas por causa de suas pré-suposições pessoais.
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