Como Evitar que a Cosmovisão Cristã da Política se Torne Apenas uma Ideologia?
Essa é uma pergunta fundamental para nós que tentamos viver uma vida de fé em um mundo saturado de debates políticos e polarização. O risco de transformar uma cosmovisão bíblica em uma ideologia humana é real e exige constante vigilância. Mas qual é a chave para nos mantermos fiéis e livres?
A resposta é clara e direta: Não permitindo nenhum tipo de síntese, ou seja, de mistura, entre a Teologia Bíblica e qualquer ideologia humanista.
O Perigo da Síntese com o Espírito do Tempo
Todas as vezes que a Igreja permitiu que um conjunto ideológico fizesse um emparelhamento com a doutrina cristã, e pior, tivesse domínio ou ditasse o ritmo sobre ela, o cristianismo acabou sendo engolido pelo espírito do seu tempo.
A história prova isso: aconteceu com as Teologias da Libertação no passado, acontece hoje com certas abordagens conservadoras ou progressistas, e pode ser feito a partir de qualquer lado político. O problema não está na posição política em si, mas na subordinação da fé a ela. Temos que ter em mente que quando a Igreja se casa com o seu tempo, ela se torna viúva na geração seguinte, porque o "tempo" sempre muda, mas a Palavra de Deus não. Nossa bússola tem que ser a Bíblia, e não o jornal ou as redes sociais.
O Conflito de Servir a Dois Senhores
É por isso que precisamos estar atentos. Não fique tão obcecado pelo que está procurando, talvez a validação política ou o encaixe social, a ponto de ignorar o que você realmente encontrar, a verdade nua e crua da Escritura.
O Mestre já nos avisou: não podemos servir a dois senhores. Se você serve primeiramente ao contexto político, crendo que ele, por si só, serve a Deus, você sempre estará em conflito. Você se encontrará na difícil e desgastante tarefa de tentar encaixar a filosofia cristã em uma falsa harmonia com a ideologia política vigente. Isso é uma operação de risco onde a teologia quase sempre sai perdendo.
Pensando Fora da Caixa e Além dos Rótulos
Temos que ter a coragem de pensar fora dos clichês e rótulos reducionistas do nosso tempo histórico e, finalmente, começar a pensar livremente! Precisamos lembrar que direita, esquerda e qualquer outra ideologia são termos móveis, ou seja, eles dependem de seu tempo e de seu contexto.
Quando os Jacobinos e Girondinos se sentaram, respectivamente, à direita e à esquerda na convenção francesa, a filosofia que os regia já tinha mais de 2.000 anos, e a fé cristã já tinha mais de 1.500 anos de história. Nossas referências são muito mais antigas e profundas.
Um socialista no período moderno significa algo específico, mas no passado teria outras conotações completamente diferentes. Uma mulher que lutava por seus direitos nos tempos medievais (e havia quem lutasse) nem deveria ser comparada com as pautas feministas atuais, e talvez nem devessem ser chamadas da mesma coisa. É um grande erro rotular e seguir cegamente bandeiras ideológicas, principalmente se você se identifica como cristão. Nosso rótulo primário precisa ser Cristo, e Dele é que deve emanar nossa Cosmovisão.
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