Não julguem Deus como se fosse homem

Não julguem Deus como se fosse homem


Muitas pessoas sentem dificuldade com certas passagens bíblicas e algumas chegam a criticar a moralidade cristã devido a um erro simples de compreensão: julgam a Deus como se Ele fosse humano. Questionam episódios onde Deus tira a vida de alguém, julga outra pessoa ou ordena ações que parecem contradizer o que Ele instrui aos Seus líderes como quando ordenou que um profeta se casasse com uma prostituta.

Esses críticos não percebem que tais atos só seriam problemáticos se a posição de Deus fosse idêntica à humana. Não entendem que o Criador possui prerrogativas que a criatura não tem. Deus pode tirar a vida ou irar-se; contudo, se o homem mata, fere um dos Dez Mandamentos e, alimenta a ira e a põe em prática, comete uma obra da carne e peca. Tomam um episódio isolado sem observar a teologia subjacente, sem analisar os princípios bíblicos do Evangelho e ignorando a hermenêutica, o que acaba por distorcer a natureza do Príncipe da Paz.

Deus não está sendo mau ao exercer soberania sobre a vida e a morte, pois Sua posição não é a nossa. Ele detém o poder sobre a existência, o conhecimento sobre o dia e a hora, e a consciência plena do que é melhor para cada alma. Logo, é um absurdo comparar a imoralidade do homicídio humano com o ato de Deus reaver uma vida.

Devemos, sim, conhecer o caráter do Senhor e saber que Ele não se contradiz; devemos agir conforme a natureza revelada de Sua personalidade. Mas, em nenhum desses casos difíceis, Deus foi mau. Justamente porque a posição que Ele detém Lhe confere autoridade para atos que, se cometidos por nós, seriam pecados e usurpação, mas para Ele são apenas o fluxo natural de Sua soberania.

Deus não rouba, não mente, não tem preguiça ou medo. Essas são características intrinsecamente negativas que podemos rejeitar como advindas do verdadeiro Deus. No entanto, outras ações só são negativas se cometidas por homens. Sabemos que Deus pode executá-las devido à Sua natureza e à posição que ocupa na eternidade. Deus não se ira como o homem, nem mata pelos motivos que nós teríamos. Se alguém morre na velhice ou ainda na barriga de sua mãe, em ambos os casos foi Deus exercendo sua autoridade e sabedoria de administrar o tempo de cada um. Ele conhece o futuro e tem autoridade absoluta para julgar e condenar atribuições exclusivas d’Ele, que em Suas mãos tornam-se justiça, e não erro.


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